A vida é formada por início e término de ciclos.
Nas tribos indígenas existem rituais de passagem e cerimônias feitos para marcar o término de um ciclo e preparar o indivíduo para o início do outro. Infelizmente em nossa cultura não temos o mesmo cuidado.
E quando não se tem essa consciência, perde-se muita energia, pois cada ciclo tem suas características e singularidades que faz desabrochar determinadas emoções e sentimentos que terão que ser experimentados e vivenciados em sua plenitude.
A aposentadoria é um desses ciclos.
No dicionário sua definição é: 1) ato de aposentar-se; 2) estado daquele que se aposentou; 3) direito que tem o empregado, depois de certo número de anos ou por invalidez, de retirar-se do serviço, recebendo uma mensalidade.
Existe um grau elevado de ansiedade e um anseio por chegar este momento só que depois de algum tempo, estando já desfrutando da vida sem horários pré-estabelecidos ou normas a cumprir, o que surge é a presença de quadros depressivos.
Pesquisas mostram que a aposentadoria pode aumentar em 40% as chances de uma pessoa desenvolver depressão, ou seja, o que era para ser motivo de contentamento torna-se algo desagradável e um desafio a ser ultrapassado, pois passar da condição de trabalhador para aposentado gera tristezas uma vez que a sociedade ainda enxerga o aposentado como um desocupado que atrapalha.
O medo de não ser mais útil e produtivo juntamente com a insegurança de viver com menos recurso financeiro também contribui para a depressão.
Em contrapartida o mundo vem se adequando a longevidade da população através de grupos de terceira idade, centros de referência do idoso entre outros serviços de saúde integral.
Contudo, o fator que irá garantir uma aposentadoria saudável é se preparar para sua chegada.
Este preparo a princípio engloba três níveis.
O preparo financeiro deve ser o primeiro da lista, feito anos antes da aposentadoria.
Num segundo momento vem o preparo emocional através de autoajuda ou através da ajuda de um profissional especializado como é o caso do psicólogo clínico. E este, assim como o preparo financeiro, deve ser olhado meses ou mesmo alguns anos antes da aposentadoria.
O terceiro nível, o físico, este bem pode ser trabalhado após aposentadoria como uma atividade nova a ser inserida na rotina.
Com disposição, comprometimento e cuidado fica mais fácil fazer esta transição, honrando toda a história profissional e com sabedoria e tranquilidade poder trilhar os próximos pequenos passos do novo ciclo.
