A secretária britânica Joanne, tinha como hobby escrever histórias infantis nas horas vagas. Quer dizer, não apenas nas horas vagas: mais de uma vez, foi flagrada redigindo os textos no trabalho. Depois de seguidas advertências, foi demitida.
O golpe somou para agravar uma situação que já ia de mal a pior: Joanne havia acabado de se separar, tinha uma filha pequena para cuidar e fora diagnosticada como portadora de depressão crônica. Chegando a cogitar o suicídio.
Para se distrair, decidiu colocar todo o seu estresse, frustração, depressão e medo nas histórias infantis que escrevia. Durante meses, frequentou cafés de Londres, onde conseguiu finalizar seu primeiro livro: Harry Potter e a Pedra Filosofal. Sim, esta é a história de Joanne Kathleen Rowling, ou como é conhecida mundialmente, J.K. Rowling.
O texto acima faz parte do livro “Oportunidades Disfarçadas”, onde traz histórias inspiradoras de empresas e de pessoas que transformaram problemas em grandes oportunidades. Mas aqui quero ressaltar toda uma situação de vida que foi transformada. O que aconteceu depois, ou seja, o sucesso estrondoso do livro e sua adaptação para o cinema que a tornou muito rica, foi apenas consequência.
Diante do cenário em que se encontrava, ela poderia ter ido para o desespero, o vitimismo e até mesmo para a revolta. Quem sabe até tenha ido, não sabemos. De qualquer forma, ela fez uma escolha: direcionou sua energia em algo que lhe dava prazer.
A reflexão que quero trazer, é que um problema não é o Problema, mas sim o que fazemos com ele, a energia que direcionamos para solucioná-lo, ou a que usamos para remoê-lo.
Ela soube transformar estresse, dor, medo, frustração e depressão em algo positivo. E os problemas – que prefiro chamar de desafios – sempre surgem para nos ensinar algo, para angariarmos conhecimento, experiência e que nos leva a evoluir.
Nunca saímos iguais após passarmos por algum tipo de desafio, seja ele em forma de doença, algum conflito ou questões que envolvam dinheiro. As dores fazem com que sejamos lapidados, e este processo se dá em um nível mais profundo quando estamos dispostos a olharmos e dar um novo significado para a adversidade, e principalmente quando existe uma aceitação. Aceitação no sentido de que tudo o que nos acontece, sempre é para o nosso melhor.
Uma pessoa não permanece com os mesmos pensamentos e postura diante da vida, após ter passado por um câncer. Da mesma forma que uma pessoa que sofreu um reverse financeiro, irá olhar para o dinheiro com mais respeito.
Sendo assim sempre que estiver diante de um desafio, a atitude mais acertada é perguntar-se: o que isto quer me ensinar? Que aprendizados a vida está me trazendo?
Assim como no exemplo de J.K. Rowling procure algo que sinta verdadeiramente muito prazer em fazer. Quando gastamos energias em atividades prazerosas, além de minimizar o sofrimento e a angústia, entramos na frequência do gozo, o que libera hormônios que nos dão mais prazer, aumenta a autoestima e com isso nos sentimos confiantes. E ao escolher ficar do lado da positividade gera-se um equilíbrio psicológico e dentro deste cenário fica mais claro saber qual será o próximo pequeno passo, enquanto que ao partir para o desespero, você cria uma barreira energética mental que impossibilita encontrar a saída que melhor caiba na situação.
