Só quem já tentou por diversas vezes emagrecer, sabe como é dura a ‘luta contra a balança’. Esta expressão por si só carrega um peso muito grande.
Este texto é para ajudar a entender a obesidade sob a ótica da metafísica sem, é claro, salientar que existem causas fisiológicas que explicam a obesidade, as chamadas disfunções hormonais, muitas vezes ligadas a um mau funcionamento da tireoide.
Sentimentos como, medo e insatisfação podem tornar uma pessoa obesa, assim como a imaturidade. A imaturidade emocional leva a obesidade quando você tem dificuldade de encarar fatos, quer sejam fatos do presente quanto do passado. Quando a pessoa vivencia situações que a irritam ou a magoam, tendem a aplacar esta irritação com a comida, ou quando se veem frente a uma tomada de decisões na vida pessoal ou profissional da qual julga não estar pronta para enfrentar, enfim, algo que a pessoa supõe não ter condições para olhar naquele momento, com certeza aumentará o consumo de comida. Neste momento ela deixa de nutrir-se e passa a alimentar-se de forma exagerada e errada.
Outro ponto dentro da imaturidade emocional e que está ligado à obesidade é quando a pessoa julga ser incapaz de se mover pelos processos relacionados à sua volta: mudanças repentinas, perdas, reabilitação etc. Se sente insegura (o) e/ou sem condições de tomar as rédeas, de se responsabilizar por acontecimentos; se sente frágil perante o mundo e perante seus próprios projetos.
A obesidade se torna um escudo e protege quando o medo da exposição vem à tona, isto é, ao mesmo tempo em que protege, vontades são enclausuradas. Quando situações do cotidiano indignam, e esse sentimento se arrasta por um longo período, acaba por descontar na comida. Outra forma de fazer da obesidade um escudo, é quando acha perigoso ser bonita (o), elegante e atraente. Perigoso, no sentido de não saber lidar com sua sensualidade, de não saber, o que difere a beleza do ser vulgar, e até que ponto pode vir a tornar-se manipuladora.
A obesidade também se instala por um alto grau de insatisfação, provocando um enorme vazio, ou seja: existe um espaço para ser habitado e é a comida quem se torna habitante. O que mais caracteriza esta insatisfação é a síndrome do “quero”, a síndrome do “seria melhor se…”; ou ainda, “poderia ser…”; “ou quando eu…”.
E o último aspecto da obesidade, seria a crença na falta, que se sustenta na seguinte dúvida: “Se eu não tiver como será?”. Se eu não tiver segurança, se eu não tiver a realização, se eu não tiver a certeza, se eu não tiver o amor, o amparo então o melhor a fazer será comer tudo. Imaturidade emocional, medo e insatisfação quando não olhados e não tratados, podem sim levar a obesidade, desencadeando inúmeras doenças, e que em pouco tempo atingirá o financeiro e principalmente o psicológico.
Outro ponto que também merece atenção é olhar a obesidade através do próprio sistema familiar. Muitas vezes por amor escolhe carregar algumas dificuldades do sistema através do excesso de peso ou nos sistemas em que pessoas passaram muita fome, um dos membros desenvolve a obesidade como forma de honrar aqueles que não puderam se alimentar e/ou sente a necessidade de alimentar todos a sua volta. A pessoa que é obesa pode também estar representando através da obesidade, algum membro que foi excluído do seu sistema.
Seja qual for a situação, diante da obesidade o próximo pequeno passo é procurar emagrecer a mente para que consequentemente o corpo acompanhe.
